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Textos Sul-Americanos

Na realidade ou na utopia

Bruno Peron, 5 de julho de 2015

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“a vida passada dos mundos e dos seres existe sempre no Espaço, graças à transmissão sucessiva da luz através das vastas regiões do Infinito.” (Camille Flammarion. Narrações do infinito.)

 

Há formas diversas com as quais mascaramos nossa interação com a realidade. Uma delas é o mergulho na televisão, que narra o mundo orientado por interesses ocultos em prejuízo da credulidade de milhões de seus espectadores. A audiência da televisão entende que os programas deste meio de comunicação são entretenimento em vez de indústria.

Mais problemático no relacionamento humano é quando a realidade fica tão árdua a ponto de reduzir o espaço de atuação dos benevolentes e honestos. A espécie humana mostra o que há de mais traiçoeiro através das guerras que os países ricos promovem e das subordinações dos países pobres.

O Brasil é exemplo de um espaço geográfico divino e privilegiado, com clima e solo bons, mas que possui os seres menos evoluídos que este planeta já conheceu. Muitos deles se disfarçam de gente de escol, exercem carreiras de autoridade política ou bem remuneradas, mas não passam de seres rastejantes que vivem em trevas e devem muito à própria consciência.

Os contratempos sociais pelos que o Brasil passa, em realidade, são efeito de um projeto colonizador que subjuga outras espécies e agride a natureza. Chegamos, então, a uma fase de desespero social na qual só ouvimos falar de atrocidade, desordem e violência. Mas não poderíamos esperar algo diferente de um país em que a maioria das pessoas se queixa e faz pouco, em que o “jeitinho” é o modo consensual de operação na sociedade.

A realidade, portanto, bate na porta de todos, até de quem se esconde em condomínios fechados e veículos blindados. Basta passar dos portões altos para conhecer a vulnerabilidade, ou descer os andares para encontrar o caos urbano. Houve um acordo em favor de automóveis e de cimento.

Assim, levamos sustos com a realidade. É assim que muitos optam por fugir dela e se entregam ao engodo dos narcóticos, da criminalidade e das companhias malévolas. Há caminhos que oferecem pouca saída ou dos quais a fuga é muito dolorosa, como aqueles que oprimem a consciência.

O que podemos fazer, então, é adicionar um pouco de idealismo à realidade por mais dura que ela seja. Temos que, pelo menos, acreditar que um bom exemplo fará a diferença, ainda que poucos o sigam. Nosso planeta não pode continuar coberto por trevas e nuvens que atrasam nossa evolução.

Chegou o momento, leitor, de desligar o televisor, botar de lado as amizades prejudiciais e adotar posturas transformadoras. Podemos também substituir pensamentos ruins por outros que sejam positivos. Logo, a vibração será maior para que salvemos a natureza e transformemos o planeta.

A Terra precisa de uma dose coletiva de idealismos, por mais que estes soem distantes e utópicos, para que continuemos a ver o céu azul, respirar ar puro e ouvir o canto dos pássaros. Para isso, é preciso assumir que erramos várias vezes, mas que não cometeremos o mesmo erro.

Caso a preferência seja por experimentar a realidade que temos hoje no Brasil e no mundo, vejamos como uma massa de explorados sustenta uma minoria de privilegiados. E notemos como o desentendimento social no Brasil leva nosso país à falência e ao desespero de seus meio-cidadãos.

Chega de testemunhar uma realidade tão dura, desigual e injusta. É hora de focarmos nosso dever através de uma pequena atitude numa grande tarefa redentora. Cumpramos cada um bem sua função para que a coletividade progrida e o planeta nos cobre menos o que tiramos dele diariamente.

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